The Walking Dead

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May 2012

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Capitulo 3: Sobrevivendo

Segunda-feira


 Quando começou a amanhecer todos já estavam de pé, Eike havia feito a vigília pela metade da noite, para que Luis pudesse descansar:

            - Bem, nós vamos sair para buscar suprimentos, não vamos demorar. – Suzan estava terminando de tomar seu café

            - Eu faço questão de ir com vocês!

            - Eu já falei que você não vai conseguir se proteger! Imagine se formos encurralados! – Suzan esbravejou

            - Deixe Suzan, se ele for é melhor, se precisarmos de uma distração ele pode ficar e virar comida de zumbi. – Leila estava saindo da barraca

            - Você acha que consegue se garantir? – Suzan parecia ter repensado, e teve como resposta um aceno de cabeça.

            - Já estou pronto para irmos! – Eike saiu da mata com um feixe de madeira

            Suzan entrou no carro e o colocou na pequena trilha que ficava ao lado do acampamento, Eike e Leila sentaram no banco traseiro do carro, e Toni na frente, quando Suzan estava ligando o carro Luis se apoiou na janela do motorista:

            - Todos vocês, tenham muito cuidado, lá na cidade!

            - Não se preocupe, antes de escurecer nós estaremos de volta! – Suzan fechou o vidro e acelerou o carro

            - Porque nós não vamos até a cidade a pé? Vamos chamar menos atenção sem o carro. – Toni indagou

            - Nós vamos até um deposito de alimentos no centro da cidade, não conseguiríamos chegar até lá sem o carro.

             O silêncio permaneceu até o momento em que eles estavam atravessando a cidade:

            - Suzan, olha isso! – Eike apontou para o lado

            A rua ao lado estava infestada com centenas de zumbis, que se viraram quando o carro passou:

            - Acelera Suzan! – Leila gritou.

            Suzan acelerou o carro, e pegou um caminho alternativo, mas assim que virou a esquina, eles viram que a rua também estava infestada de zumbis:

            - Volta Suzan! Volta! – Eike estava desesperado

            Suzan deu ré no carro e virou na rua anterior, mas a rua era sem saída, havia apenas um portão que parecia ser a entrada de um condomínio, Suzan dirigiu até o portão:

            - Alguém vá até lá e tente abrir o portão! – Suzan esbravejou

            Eike desceu rapidamente e empurrou o portão, mas estava trancado:

            - E agora? – Eike gritou mostrando o cadeado

            - Pegue o volante! – Suzan falou para Toni, e então saltou do carro pegando sua lança com ponta de faca:

            - Se afaste! – Ela gritou para Eike

            - Anda rápido eles estão chegando! – Os zumbis haviam acabado de aparecer na esquina

            - Corra para o carro! – Suzan gritou para Eike enquanto batia no cadeado com sua lança

            - Vocês que manda!

            - Entra rápido! – Suzan empurrou o portão.

            Toni acelerou para dentro do condomínio enquanto Suzan fechava o portão.

            - Ali! Pare ali! – Suzan gritou apontando para um dos prédios enquanto corria atrás do carro.

            Toni seguiu a ordem de Suzan e parou na garagem de um dos prédios. Quando eles saíram do carro Suzan estava chegando.

            Suzan enfiou a ponta da lança na fechadura da porta:

            - Peguem todos os suprimentos e coloquem no carro!

            Eles subiram as escadas e começaram a vasculhar os apartamentos e retirar todos os suprimentos:

            - Temos muitos suprimentos, não estão cabendo mais no porta-malas do carro! - Eike gritou da garagem

            - Estou descendo com a chave de outro carro, vamos colocar o que não couber nele! – Leila desceu as escadas correndo

            - Vamos olhar só mais este apartamento e vamos sair daqui! – Suzan subiu as escadas correndo, quando chegou percebeu que a porta estava trancada, então ela arrombou a porta com sua lança e percebeu que havia uma mulher e uma criança lá:

            - Não nos machuque. Pode levar toda comida! – A mulher parecia assustada

            - Eu não vou fazer nada com vocês. Eu me chamo Suzan, como vocês se chamam?

            - Eu sou Adriana e esse é meu filho Jorge. Meus pais saíram para buscar mais suprimentos, mas até agora elas não voltaram.Podemos ficar com você ?– A mulher se levantou

            - Anda rápido Suzan, o portão não vai agüentar por muito tempo! – Toni estava olhando pela janela do andar de baixo

            - Toni, vem aqui!

            Toni subiu as escadas correndo:

            - Quem são eles?

            - São Jorge e Adriana. Os pais dela saíram e ainda não voltaram. Vamos levar eles conosco. Pegue os alimentos e leve para o carro.

            Toni pegou todos os suprimentos e levou para o carro:

            - Toni, vamos rápido, o portão não vai agüentar. – Eike fechou o carro

            - De a volta e procure outra saída, nós já vamos!

            - Tudo bem! – Eike correu para o outro lado do prédio

            Toni subiu novamente até onde Suzan estava:

            - Eike foi procurar outra saída, vamos descer!

            - Meus pais deixaram umas armas em um armário na garagem. Eu posso ir lá buscar.

            - Claro eu vou com você! Suzan fique aqui e cuide do garoto. Quando Eike voltar eu venho buscar vocês!

            Toni e Adriana passaram por Leila que havia acabado de fechar o outro carro:

            - O que está acontecendo? Quem é ela?

            - Rápido, não temos tempo, depois nós explicamos tudo, venha conosco! – Toni passou correndo

            Quando chegaram ao armário Adriana o abriu e colocou as armas em três mochilas que estavam no armário:

            - Pegue essas e coloque uma em cada carro. Não podemos ficar desprotegidos em caso de nos separarmos! – Toni passou duas mochilas para Leila

            - Rápido, tem uma mochila do outro lado! – Eike apareceu na garagem, exausto.

            - Mas que merda! Olhem isso! – Leila apontou para o portão.

            O portão havia caído e todos os zumbis estavam entrando no condomínio:

            - Vamos, não temos muito tempo! – Leila você neste aqui, e Eike neste, rápido! – Toni apontou para os carros

            - Mas e a Suzan? Nós vamos deixar ela? – Leila entrou no carro

            - Eu e a Adriana vamos naquele carro e vamos voltar aqui depois para buscar ela e o garoto! – toni respondeu apontando para outro carro ao lado

            - Você é louco? Que garoto?

            - Não temos tempo, eles estão chegando, vamos logo!

            - Eu não vou sem o meu filho! – Adriana esbravejou

            - Ah, você vai sim! – Toni pegou a corrente e o cadeado do armário e passou no buraco da fechadura feito por Suzan e em uma barra de ferro de uma janela ao lado e retirou a chave da mão de Adriana.

            - Fui bem claro? – Toni entrou na guarita da garagem e pegou a chave de um carro!

            - É por ali! – Eike gritou enquanto tirava o carro da garagem seguido por Leila e Toni.

            Os zumbis cercaram os carros rapidamente:

            - Abra um pouco do vidro! – Adriana abriu a mochila que estava em seu colo e retirou uma espécie de granada.

            - Você é louca? Pra quê?

            - Abre o vidro rápido!

            Quando toni abriu o vidro Adriana arremessou a granada, mas ela caiu no jardim longe dos zumbis, explodindo rapidamente e emitindo um som estridente:

            - Não adiantou nada! – Toni gritou

            - Tem certeza? – Adriana apontou para o lado de fora, onde os zumbis pareciam se afastar dos carros:

            - O quê você fez?

            - A maioria deles nos segue devido ao som e ao nosso cheiro, o som da explosão os atraiu, então é só manter os vidros fechados que nós conseguiremos salva-los.

            - Como você sabe tudo isso?

            - Minha mãe tinha um alto cargo na Policia Federal, ela foi uma das primeiras, a saber, de tudo quando isso tudo aconteceu!

            Depois de alguns segundos a maioria dos zumbis havia se afastado, e os carros conseguiram chegar até o portão. Eike desceu e abriu o portão rapidamente para que todos saíssem:

            - O que eles estão fazendo? – Jorge estava olhando pela janela

            - Não se preocupe, Toni deve ter um plano para nos resgatar! – Suzan fechou a porta

May 8, 2012

Capitulo 2

O Acampamento 

Domingo

 

Com a ajuda de Suzan, Eike e Leila, Toni conseguiu se levantar, então eles entraram pela mata, indo na direção ao acampamento, o silencio parecia cortar Toni por dentro:

            - Vocês são daqui do Rio? - Toni tentou quebrar o silêncio

            - Não, eu sou de São Paulo, a Leila é de minas Gerais e a Suzan é de Goiás. – Eike respondeu

            - E porque vocês estão aqui?

            - Nós viemos pra cá junto com milhares de pessoas de todos os cantos do país, mas um bando de zumbis nos atacou e somente a gente conseguiu escapar.

            - Tudo isto culpa do governo, que não nos deixou ficar no abrigo em Brasília, e nos mandou pra cá atrás de um outro abrigo que na verdade era a maior farsa. – Leila parecia estar fora de si.

            - Como assim farsa?

            - Eles disseram que o abrigo estava ficando muito cheio e que os alimentos não serviriam para todos, então eles disseram que haviam colocado navios na área litorânea e que eles estariam esperando a gente aqui, então nós viemos e quando chegamos aqui só havia um navio esperando a gente, mas nós não tivemos tempo de entrar porque um bando enorme de zumbis nos cercou e apenas os primeiros que chegaram ficaram no navio, nós fomos largados aqui à própria sorte! – Suzan foi interrompida pela luz de uma fogueira que estava acessa no meio de um acampamento.

            Os quatro chegaram perto da fogueira onde outras quatro pessoas estavam sentadas comendo:

            - E então o que acharam na mata? – O homem mais velho de costas foi quem falou

            - Nada demais. Só um cara que quase virou jantar de zumbi. – Leila possuía um senso de humor acido

            - Oh, que falta de educação a minha, nem percebi que temos visita - ele se levantou e foi em direção a Toni e o abraçou.

            - Uh! – Toni gemeu interrompendo o silencio

            - Alguma coisa errada amigo? – o homem falou

            - Não, só um pequeno presente da queda no barranco. – Toni levantou a blusa mostrando uma escoriação no lado direito do peito.

            - Ah, tenho certeza de que Ellen poderá dar um jeito nisso, não é mesmo Ellen?! – O homem olhou para a mulher mais velha que estava sentada ao redor da fogueira

            - Claro aposto que tudo que preciso está naquela caixa de primeiros socorros.

            Depois de terminar os curativos em Toni, Ellen terminou de preparar o jantar, e todos se sentaram ao redor da fogueira:

            - Bem, acho que todos nós tivemos um longo dia por hoje, e estamos muito cansados, então o melhor a se fazer depois de tudo é irmos dormir, vocês não acham? – Luis parecia ser a voz de comando no acampamento

            - Luis, eu já terminei. Posso ir dormir? – O garoto menor indagou

            - Claro garoto!

            André de levantou e correu até uma das barracas que estava armada entre dois carros.

            - Ele é seu filho?- Toni perguntou

            - Não, esse daí, coitado, os pais o abandonaram na praia, e agora eles estão a salvo no navio e ele está aqui - Luis estava olhando para a barraca, parecia ter desenvolvido grande afeto pelo garoto.

            Toni percebeu que Ellen estava com o olhar perdido nas chamas da fogueira:

            - Algum problema Ellen?

            - Não, só estou um pouco aborrecida, quando saímos do abrigo, não pensamos que iríamos precisar de um estoque de alimentos!

            - Amanhã, assim que amanhecer, nós iremos até a cidade e traremos alimentos, não se preocupe Ellen. – Suzan tentava acalmá-la

            - E eu faço questão de ir com vocês!- Toni interferiu

            - Você não está em condições. Nós vimos como você estava na mata, não conseguiu nem se levantar sozinho. – Leila não escondia sua falta de paciência com Toni

            - Calma Leila, amanhã nós resolveremos isto. - Luis interferiu novamente

            - O que você tem Julia? Está tão calada. – Ellen perguntou

            - Nada, eu só estou pensando em como iremos sobreviver neste mundo.

            - Não se preocupe , nós nos unimos para que possamos proteger uns aos outros! – Ellen também era uma voz muito influente no grupo!

            Todos terminaram de comer em silencio e foram se deitar, Julia e Leila em uma barraca, Ellen junto com André na outra barraca, toni e Erike se deitaram em um carro e Suzan no outro carro, Luis ficou na vigia noturna.

 

           

           

 

 

May 3, 2012

April 2012

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Capitulo 1 

Grandes Acontecimentos 

Quinta-Feira

 

Toni estava sentado em um dos sofás do segundo andar do prédio da corporação, até o momento o dia havia sido como qualquer outro, sem grandes acontecimentos, todos os outros bombeiros também estavam no prédio, já eram quase quatro horas, faltava pouco mais de uma hora para seu turno se encerra-se.

            Toni estava animado, a noite teria um encontro, um dos poucos que teve após a morte dos pais, que eram as únicas pessoas que ele tinha como referencia de família, o que parecia uma piada, afinal todos os outros bombeiros com a mesma idade, trinta e um ano, possuíam família formada.

            Toni se levantou para pegar um copo de café, mas quando encostou no copo o telefone tocou, o chefe da corporação esboçou um certo espanto ao atender o telefone, que Toni nunca havia visto em todos seus anos de corporação:

            - Corram tem um incêndio acontecendo na floresta da Tijuca! – gritou o chefe ao desligar o telefone

            - Todos os bombeiros se dirigiram rapidamente para os caminhões, que saíram a toda velocidade para a mata.

            Quando chegaram até a floresta, o incêndio estava apenas em uma pequena parte da floresta. Então os bombeiros ligaram as mangueiras, e outros entraram na mata para apagar outros focos de incêndio.

            Toni correu pela entrada mais próxima da floresta e começou a procurar por focos de incêndio, mas sem perceber pisou em um pequeno animal que se parecia com um gambá, o ruído do animal assustou Toni que caiu para trás rolando pelo barranco e só parando quando bateu a cabeça em uma rocha.

 

Domingo

 

            A tarde já estava acabando o céu estava começando a escurecer, quando Toni conseguiu abrir os olhos , e ver que ainda estava na mata, então ele tentou se levantar, mas uma enorme dor no peito fez com que ele caísse.

            Quando estava tentando se levantar novamente Toni percebeu que uma pessoa estava se aproximando da cabeceira do barranco, ele juntou todas as suas forças e conseguiu soltar um grito que atraiu a atenção da pessoa que parecia se mover com grande dificuldade, quando a pessoa se virou Toni pôde perceber que se tratava de um homem e que também usava o uniforme da corporação, mas o que realmente assustou Toni foi um grande corte que o homem tinha no rosto, e um grande machucado no joelho que se parecia com uma mordida profunda.

            O homem começou a se aproximar de Toni, ele emitia um barulho que se parecia com um gemido e seus olhos eram muito estranhos, então quando ele esticou os braços, como que para pegar o pescoço de Toni, uma barra de ferro com uma lamina na ponta perfurou sua cabeça e ele caiu no chão.

            Neste instante três pessoas saíram da mata indo em direção a Toni:

            - Tudo bem com você? – disse a primeira mulher que saiu da mata

            - Mais ou menos. Quem são vocês e porque o mataram? – toni estava apontando para o homem caído

            -Ah, claro! Meu nome é Suzan, e esses são Eike e Leila. – disse a mulher apontando para os outros dois que estava com ela

            - Bom lance suzan, acertou em cheio! – o garoto estava olhando para o homem caído

            - Porque vocês o mataram?

            -Você preferiria, que nós o deixássemos matar você? – a garota que estava atrás de Suzan foi quem falou

            -Não claro que não!

            - Acho que você ainda não está sabendo o que está acontecendo aqui! – Suzan interferiu

            -Não e espero que vocês possam me explicar!

            - Ninguém sabe ao certo o que aconteceu, mas só sabemos que uma onda de mortes que ocorreu em todo mundo dizimou a maioria da população do planeta, e as pessoas que morreram se transformaram em zumbis que se alimentam de carne humana, e agora quem sobreviveu tem que se proteger como pode… –Leila foi interrompida por Suzan

            - E para a sua sorte nós e mais outros poucos sobreviventes montamos acampamento aqui perto. E ai vai vir conosco? – Suzan arrancou a lança da cabeça do zumbi e a limpou nos arbustos da mata

            - Vocês são quantos? – Toni estava assustado

            - Nós três e mais quatro pessoas!- o garoto respondeu

            - Eu acho que não tenho escolha, não é mesmo? – Toni estava decidido e isso parecia se o certo a se fazer….

Apr 17, 2012

Não se pode entrar na vida de alguém, fazer com que ela se importe depois simplesmente sair.  The Walking Dead 

Apr 16, 2012
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